O insulto do lado do MPLA começou com o deputado João Mpila Mossi Domingos, que afirmou que, em 2002, após a morte do líder da UNITA Jonas Savimbi, o MPLA tinha tudo para exterminar todos os dirigentes, militantes e simpatizantes da UNITA.

O deputado afirmou ainda que a UNITA "tem plena consciência de que não vai vencer as eleições de 2027".

As declarações causaram perplexidade e deixaram visivelmente consternados os deputados da UNITA, que começaram a reagir, gritando "assassinos" para a bancada parlamentar do MPLA

Jornalistas no local relatam que o clima escalou para uma total desordem, e, para acalmar os ânimos, o presidente da Assembleia Nacional, Adão de Almeida, decidiu suspender a plenária temporariamente, perante o caos instalado.

O presidente da Assembleia Nacional reuniu de emergência com os líderes das bancadas parlamentares, tendo retomado a sessão plenária por volta das 14:50, chamando atenção de que o Parlamento "é um lugar de debate livre e de respeito mútuo".

De seguida devolveu a palavra ao deputado do MPLA que tinha proferido os insultos, que pediu desculpas aos deputados da UNITA e a todos os militantes do partido.