No princípio do mês passado, um efectivo da Polícia de Intervenção Rápida (PIR), também em serviço, foi morto a tiro por marginais na zona da BCA, também na 5ª Avenida.
Gaspar Mango Bento, de 31 anos, pertencente à 10.ª esquadra de Polícia, e afecto ao comando municipal do Cazenga, estava em serviço na noite do dia 04, nas imediações do Centro de Formação Profissional do Cazenga, quando foi alvejado por dois marginais que seguiam a bordo de uma motorizada que era perseguida pela Polícia de Intervenção Rápida.
Segundo informações a que o Novo Jornal teve acesso junto da polícia no Cazenga, a Polícia Nacional (PN) colocou uma barreira na zona do Centro de Formação Profissional, para travar a marcha dos marginais, quando o agente foi alvejado.
"Ao aproximarem-se da barreira, composta por sete efectivos, os marginais abriram fogo, atingindo assim o agente que foi prontamente socorrido para o Hospital dos Cajueiros e transferido depois para o Complexo Hospitalar de Doenças Cardio-Pulmonares Cardeal Dom Alexandre do Nascimento, antigo Sanatório, onde acabou por falecer no bloco operatório", confirmou ao Novo Jornal a PN, através do seu porta-voz, o superintendente Nestor Goubel.
O Novo Jornal soube que este é o segundo efectivo da Polícia Nacional que morre vítima dos marginais em menos de um mês na zona da 5ª Avenida, no Cazenga.
No dia 11 de Fevereiro, nas imediações da BCA, por volta das 19:00, um efectivo afecto ao destacamento da PIR, na FILDA, foi alvejado por delinquentes numa troca de tiros com a Polícia de Intervenção Rápida.
Os assaltos na via pública no Cazenga têm sido frequentes, não apenas na 5ª Avenida,mas também na Avenida dos Comandos, aquela que sai da rotunda da Cuca passando pelo Marco Histórico 4 de Fevereiro em direcção à administração municipal e à antiga 10.ª esquadra da Polícia.
Os moradores dizem que a Polícia Nacional não tem dado conta da situação, devido ao aumento do índice de criminalidade, mas a polícia local diz que tem o controlo da situação e promete redobrar os esforços para manter a ordem pública e a segurança dos cidadãos.
Em Janeiro último, o Novo Jornal noticiou que nos últimos meses a onda de assaltos no município do Cazenga, um dos mais populosos da província de Luanda, tem crescido de forma assustadora, um cenário que já não acontecia há anos.
As autoridades policiais têm conhecimento da situação, mas, segundo os populares, nada fazem para inverter o quadro.
Conforme dados da polícia a que o Novo Jornal teve acesso, as zonas mais críticas no Cazenga são os bairros Kalawenda, Tala-Hady, Vila Flor, BCA, Curtume, Hoji-ya-Henda e Novembro.
