Preocupado com a situação que está a proliferar em Angola, à semelhança do que tem vindo a acontecer em outros países africanos, nomeadamente Moçambique, o Serviço de Investigação Criminal (SIC) continua a assegurar que "as informações que circulam nas redes sociais são falsas e desprovidas de qualquer realismo técnico ou científico".
O director nacional do gabinete de comunicação institucional e imprensa do SIC, Manuel Halaiwa, explica que "foi feita uma perícia médico-legal e confirmou-se que os dois indivíduos que alegaram no vídeo o desaparecimento dos seus órgãos genitais não apresentam qualquer anomalia física".
Os exames médicos foram realizados por múltiplas equipas, nas províncias do Moxico, Lunda-Sul, Huambo, Luanda e Lunda-Norte, onde um homem, acusado de fazer feitiço, foi espancado mortalmente pela população.
Esta situação tem vindo a contribuir para actos violentos contra vários indivíduos, sobretudo oriundos da República Democrática do Congo, que estão a ser apontados como os protagonistas do alegado feitiço de "desaparecimento" de órgãos genitais.
Diante esta problemática social, as autoridades apelam às populações que adoptem uma postura responsável, visando prevenir a violência, mas quem persistir em tais práticas, adverte o SIC, "será detido e responsabilizado criminalmente.
