Estes cidadãos têm apresentado Bilhete de Identidade (BI) original, mas que conseguiram de forma fraudulenta, ou seja, não lhes foi atribuída a cidadania angolana.

Esta semana, o ministro do Interior disse aos jornalistas no centro de apoio que já foram detectados alguns casos que os órgãos de polícia criminal estão a acompanhar e travar.

Segundo o Serviço de Investigação Criminal (SIC), 20 cidadãos estrangeiros, na sua maioria da República Democrática do Congo (RDC) e da Guiné Conacry, com idades entre os 24 a 60 anos, acorreram ao centro de apoio ao utente do MININT na Baía de Luanda com a pretensão única de requerer a emissão de passaporte angolano.

Manuel Halaiwa, porta-voz do SIC-geral, contou que estes cidadãos se apresentaram no centro com o Bilhete de Identidade angolano, mas durante o rastreio detectou-se, na verificação de documentos, que os tais bilhetes foram obtidos de forma fraudulenta.

Segundo Manuel Halaiwa, o SIC fez diligências junto dos órgãos do Ministério da Justiça, através do Serviços Nacional de Identificação Civil e Criminal, que confirmou que os Bilhetes de Identidade destes cidadãos foram adquiridos ilegalmente.

Ao Novo Jornal, Manuel Halaiwa contou que há um trabalho coordenado com o Serviços Nacional de Identificação Civil e Criminal, do Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos, que está a permitir detectar rapidamente os BI cujos documentos de base foram emitidos de forma fraudulenta.

Segundo o SIC, estes cidadãos aproveitaram-se da afluência do apoio aos utentes para conseguirem tratar deste documento de viagem angolano.