Esta segunda-feira, 9, na penúltima sessão de discussão e julgamento, o tribunal, o Ministério Público (MP) e os advogados discutiram os quesitos, tendo o tribunal produzido mais de 300 para responder no dia da sentença.

Os quesitos são perguntas técnicas formuladas pelas partes envolvidas no processo em julgamento, para melhor esclarecimento.

A essas perguntas, o tribunal depois responde como provadas ou não provadas, em função da prova produzida em julgamento.

Para este julgamento, o tribunal formulou mais de 300 perguntas que ficaram consignadas e que devem merecer resposta na próxima quinta-feira quando for proferida a sentença.

A fase das alegações terminou na semana passada, com os advogados e o MP a travarem a última "batalha" em tribunal.

O MP pediu a condenação de 29 dos 30 arguidos arrolados no processo por entender que são culpados da fraude de mais de 100 mil milhões kz da Administração Geral Tributária, instituição pertencente ao Ministério das Finanças.

Segundo o MP, os arguidos estavam convencidos da fraude e desfrutavam dos milhões achando que "não era assim tanto dinheiro" porque o "País é rico".

Conforme o Ministério Público, para os arguidos, a fraude passou a ser uma rotina para os arguidos.

Já os advogados entendem que o MP está a acusar por acusar, considerando que "não têm provas do que acusam", e estão esperançosos que o tribunal absolva os arguidos "pelo facto de não ter sido provado nenhum dos crimes".

Segundo o tribunal, o julgamento, que decorre há três meses na 7ª secção do Tribunal da Comarca de Luanda (TCL), conhecerá decisão final no dia 19, na sala de julgamento emprestada pelo Tribunal Supremo.