Utentes em Luanda acusam o Instituto Nacional de Avaliação, Acreditação e Reconhecimento de Estudos do Ensino Superior (INAAREES) de estar a tratar os processos com morosidade. Entendem que a instituição não tem sido suficientemente clara na sua actuação. Jovens ouvidos pelo Novo Jornal, que preferiram anonimato, contam que, por causa da demora na homologação dos documentos, têm enfrentado muitos constrangimentos, entre eles, a dificuldade de conseguir uma vaga no mercado de trabalho. "Estamos impedidos de concorrer", lamenta um dos utentes insatisfeitos.
Já o presidente do Movimento dos Estudantes Angolanos (MEA), Simão Formiga, revela ter recebido um número elevado de reclamações sobre o INAAREES, que já terá passado de 100. O activista garante que já solicitou audiência à direcção da instituição e vai continuar a fazer pressão em busca de solução. "Sabemos que há alergia por parte de algumas instituições. Há falta de vontade por parte de alguns em resolver os problemas que afligem este número de pessoas", acusa.
Simão Formiga refere que, brevemente, vai regressar ao INAAREES, ladeado de um grupo de estudantes que se sentem prejudicados. "Estamos a falar simplesmente da homologação. A pessoa já se formou, ficou muito tempo na universidade, então, esse não podia ser um problema", lamenta, acreditando que o problema será ultrapassado com pressão ao INAAREES.
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