Os finalistas queixam-se de que o processo está a ser muito demorado, e que a tal validação já caminha para o 4º ano de espera, sem qualquer informação real do ISKA sobre o prazo de entrega.
Os finalistas acusam também a instituição de extorsão, pois são obrigados a fazer pagamentos de inscrições de matrículas para o ano académico em exercício, mesmo não o frequentando.
Contam ainda que já pagaram mais de 500 mil kwanzas para a monografia que nunca foi libertada.
A avaliação do trabalho do fim do curso, quando aprovado, confere direito ao finalista de receber o certificado, segundo a política do Instituto Superior Politécnico de Kangonjo.
Ao Novo Jornal, muitos contam que estão a ser acusados pelos familiares de terem gasto de forma indevida os valores das propinas, o que para eles está a ser desconfortável e frustrante.
Os visados contam que o ISKA há muito que cancelou o processo de defesa, pois quem termina faz a entrega da monografia apenas para avaliação, e, caso a avaliação seja positiva, o estudante aguarda pela chamada da instituição para receber o certificado, ficando apenas a aguardar pela cerimónia de outorga de diploma.
"Isso é que eles não estão a conseguir nos dar. Apenas queremos as listas afixadas já processadas e avaliadas", com os finalistas.
Sempre que se dirigem à instituição, prosseguem, não têm tido qualquer resposta sobre o assunto.
Caputo Irineu, finalista do curso de ciências farmacêuticas, disse ao Novo Jornal que concluiu o curso em 2022, assim como outros, e está à espera do resultado da avaliação.
Segundo este estudante a única resposta que recebe é que o processo está em avaliação.
Ao Novo Jornal, os visados apresentaram uma lista de mais de 900 estudantes finalistas que aguardam pela tal avaliação há vários anos.
Sobre os protestos dos estudantes finalistas, o Novo Jornal tentou, no local, o contacto com a direcção do Instituto Superior Politécnico de Kangonjo, mas esta instituição recusou-se a receber a equipa de jornalistas, alegando que não tem nada a dizer à imprensa.
