Em declarações à agência Lusa, o responsável explicou que o Protocolo Nacional de Tratamento da Malária não inclui o quinino em xarope ou gotas, nem a associação dos fármacos "Artesunato" e "Fansidar", pelo que desaconselha a sua compra.

"No nosso protocolo para a gestão de malária não consta nenhuma apresentação de quinino em xarope, mas temos vimos a observar que circula no país" e "desaconselhamos a aquisição", disse José Franco Martins.

O coordenador do Programa Nacional de Controlo da Malária chamou ainda a atenção para o recurso a "outras associações, como as do "Artesunato" mais o 'Fansidar'", adiantando que "consta que o ''Fansidar' isolado serve para o tratamento da malária na mulher grávida", algo que por si só já é errado, e que, em associação com o 'Artesunato' deve ser evitado nas prescrições paras as gestantes.

O responsável defende mesmo a introdução de nova regulamentação para a "aquisição desses fármacos" , tendo em conta que podem trazer "graves complicações aos pacientes".

José Franco Martins considera que a presença desses fármacos no país é fruto de "algum desconhecimento, sobretudo dos importadores", pelo que sublinha a importância da "harmonização das aquisições e comunicação constante com as autoridades".

"Devemos levar ao conhecimento deles, e de forma permanente, o que está plasmado no protocolo nacional para estarmos alinhados e para que se façam aquisições de formulações que utilizamos", assinala, esclarecendo que desse protocolo formulações para gestão das malárias simples, grave e também em mulheres grávidas.