O porta-voz da PN em Luanda, superintendente-chefe Nestor Goubel avançou que o suspeito cobrava cerca de 2,5 milhões de kwanzas, exigindo depois pagamentos adicionais para concluir o processo, remetendo as vítimas para a agência da TAAG para a aquisição dos bilhetes de viagem, mas os vistos nunca eram emitidos.

Ainda segundo a Polícia, que ouviu algumas das vítimas, o suspeito nunca encaminhava os lesados para as embaixadas para o cumprimento dos procedimentos consulares.

Nestor Goubel conta que depois da insistência das vítimas, o músico apresentou dois passaportes com pretensos vistos para Portugal, que se revelaram falsos. Outros vistos terão sido enviados através do WhatsApp, mas as vítimas afirmam nunca ter recebido os respectivos documentos originais.

Na sequência das denúncias apresentadas no comando municipal do Sambizanga da Polícia Nacional, as autoridades puseram-se em campo e detiveram o suspeito.

O homem, que depois da transacção ficava incontactável, recebeu passaportes e mais de 25 milhões de kwanzas das vítimas.