O SINPROF assegura também que há muitos professores em diversas zonas do País que não receberam até ao momento os salários do mês de Fevereiro e dizem que este é o segundo atraso em menos de dois meses.

A tutela, neste caso o Ministério da Educação, segundo apurou o Novo Jornal, nada diz sobre o assunto e remeteu-se ao silêncio.

O Sindicato Nacional dos Professores lamenta e assegura que tentou, sem êxito, obter explicações sobre os atrasos salariais dos professores, que já duram há 15 adias.

"Infelizmente o Ministério da Educação não nos conseguiu dar resposta! O MED deveria pelo menos fazer o seu papel de interagir com o Ministério das Finanças e dizer-nos alguma coisa, infelizmente o MED nem sequer faz isso", lamentou ao Novo Jornal esta segunda-feira, 10, Edmar Jinguma, secretário-geral do SINPROF.

Segundo Edmar Jinguma, o que frusta os professores agora é o facto de o salário ser baixo e ainda atrasar.

"É o segundo mês consecutivo, houve também atraso no mês de Fevereiro, e isto cria embaraços de diversas formas na vida dos professores", contou.

Conforme o secretário-geral do SINPROF, há províncias em que até agora não foram pagos os salários do mês de Fevereiro.

Entretanto, o Novo Jornal soube junto do SINPROF que apenas alguns professores veiculados às direcções provinciais da educação é que receberam os seus ordenados.

"Apenas estes, que são poucos, pois os professores, na sua maioria a nível nacional, ainda não receberam os salários do mês passado. E nesta altura já devíamos saber o que se passa", lamentou.

O Novo Jornal soube que o sector da Educação, a nível da função pública, é o que ainda não pagou o salário referente ao mês de Março, as demais instituições públicas tiveram os seus ordenados pagos a partir do dia 22 de Março.

Habitualmente, o sector da educação paga aos seus trabalhadores entre os dias 22 e 25 de cada mês.

SINPROF dá ultimato ao Executivo e fala em greve no final do próximo mês

Em declarações ao Novo Jornal esta segunda-feira, 10, Edmar Jinguma, secretário-geral do SINPROF, disse que o MED não cumpriu até agora a implementação do aumento salarial na ordem dos 12% que deveria começar a ser pago a partir do mês de Fevereiro último, dando uma moratória para que o Ministério da Educação e os outros órgãos envolvidos resolvam até ao mês de Maio esta situação.

Findo este prazo, e caso não vejam este aumento reflectido nos seus ordenados, com os meses em atraso pagos, os professores em todo o País vão partir para a greve.

"Isto é um facto. Continuamos a aguardar pacientemente pelo aumento dos 12% desde o final de Fevereiro. Senão for esse o entendimento do MED vamos avançar para a greve" alertou o secretário-geral do SINPROF.

A propósito do atraso salarial e sobre a implantação do aumento dos 12%, o Novo Jornal tentou ouvir o Ministério da Educação, mas sem sucesso.