A SonAir está a obrigar mais de 50 funcionários a assinar um acordo de cessação do contrato de trabalho, para, alegadamente, os técnicos estarem em condições de rumar para a TAAG sem, no entanto, ter assegurado junto da companhia de bandeira a manutenção dos salários e categorias dos profissionais a serem transferidos, denunciaram ao Novo Jornal fontes visadas no processo.

Na sua maioria pilotos e assistentes de bordo, os queixosos, que pedem uma "rápida intervenção" do Presidente da República, João Lourenço, alegam que a SonAir, empresa subsidiária da Sonangol para serviços aéreos, "pretende simplesmente livrar-se dos trabalhadores", ignorando, por exemplo, o facto de profissionais com décadas de experiência passarem para a TAAG com um vínculo em que a efectividade só surgirá após cinco anos de serviço.

A ruptura entre trabalhadores e a direcção, que envolve ainda acusações de uma alegada tentativa de "açambarcamento" do fundo de pensões por parte dos gestores da SonAir, começou a desenhar-se em finais de 2018, quando o Presidente da República ordenou a reestruturação da Sonangol. Aos olhos do Executivo, era preciso "cortar gorduras" e centrar a petrolífera no seu foco, o que levou à restrição dos serviços aéreos então suportados pela SonAir.

Com efeito, mais ou menos um ano depois, surgia a confirmação do encerramento dos serviços de "asa fixa" [aviões], com as autoridades a garantir que os funcionários da SonAir seriam transferidos para a TAAG.

Na altura, em 2019, gerou-se uma polémica devido a informações que davam conta de que apenas os técnicos menores de 35 anos rumariam para a companhia de bandeira. "Só queremos os nossos empregos para sustentar as nossas famílias e pagar os nossos compromissos bancários", disse, na ocasião, ao NJ uma assistente de bordo que temia pelo posto de trabalho.

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