Dona Ana Joaquina dos Santos Silva, a "Rainha do Bengo", como ficou conhecida na época, construiu a sua fortuna no auge do tráfico transatlântico e é retratada pela historiografia como proprietária de navios negreiros como o Boa União e o Maria Segunda.
A programação desta tarde inclui, das 14h45 às 15h35, a exibição do documentário "Debaixo do Tapete", com conversa entre a plateia e a realizadora Catarina Demony, e encerra, das 16h25 às 17h00, com o debate "A Escravidão como Crime mais Grave Contra a Humanidade: O que diz o voto da ONU e o que implica para nós?".
Na parte da manhã decorreram actividades de spoken word, oficinas participativas e o painel dedicado às mulheres na arquitectura do poder esclavagista.
Este encontro antecede o Dia Internacional em Memória do Tráfico de Escravos e da sua Abolição, assinalado a 23 de Agosto pela UNESCO em memória do levante de 1791 em São Domingos.
A iniciativa é da Associação Kusonguluka e da UNESCO, com parceria técnica da Embaixada do Brasil, Instituto Guimarães Rosa e Refriango, e apoio do Goethe-Institut, Embaixada de França, Ministério da Cultura e Turismo e Governo Provincial de Luanda.
O evento prossegue no dia 23 com uma visita guiada "Memórias de Luanda", a partir da Fortaleza de São Miguel.
A entrada é gratuita, mediante inscrição na página da Kusonguluka.
O colóquio reúne mais de dez vozes entre Angola, Brasil e Europa, entre académicos, artistas, investigadores e activistas.
