Segundo reza a lenda, corria o ano de 490 a.C. quando Felípides, omelhor corredor do exército ateniense, percorreu cerca de 42 quilómetros para anunciar a vitória deAtenas sobre os persas ao seu povo. «Ganhámos», terá dito antes de cair fulminado pela fadiga.
Sem saber, este soldado ateniense contribuiu para a origem de uma das competições mais importantes do atletismo. Cerca de 2400 anos mais tarde, em 1896, nos primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna, o herói grego foi homenageado com o baptismo de uma competição com 42 km, denominada maratona.
E já no séc. XX surgiu a meia- -maratona, uma prova de resistência mais suave, que envolve apenas metade da distância, e que nos últimos tempos tem atraído inúmeros seguidores. A hierarquia que determina a importância das corridas é definida pela Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF) - a entidade equivalente à FIFA no futebol -, que as divide em três níveis qualitativos: ouro, prata e bronze, de acordo com critérios que envolvem desde a notoriedade dos atletas à segurança da prova, passando pela cobertura mediática ou a qualidade do piso. Para 2013, as meias-maratonas de Roma, Lisboa, Praga, Yangzhou Jianzhen, Bogotá, Portugal e da Grande Corrida do Norte (Newcastle) são as sete maiores referências mundiais - as únicas que integram a categoria de ouro da IAAF.
É nesse lote de elite que Luanda se propõe a entrar nos próximos anos. Domingo, dia 1 de Setembro, promete tornar-se num dia emblemático para o desporto angolano coma realização da Meia-Maratona Internacional. A organização assume a ambição de «cotar a prova no top das corridas à escala mundial».
O primeiro passo será entrar no grupo das doze meias-maratonas classificadas pela IAAF com o estatuto de ouro, prata ou bronze, entre milhares que se realizam pelo mundo todos os anos. O desafio inicial é tornar-se a primeira em África a entrar num lote onde estão oito da Europa, uma da América e três da Ásia.
Como anuncia a organização, o projecto tem como objectivo «ao longo do tempo entrar no panorama desportivo internacional», ou seja, colocar Luanda no mapa consagrado da IAAF. Existem todas as condições para que venha a ser uma realidade a breve prazo.
