O guarda-redes dos Tubarões Azuis revelou à imprensa internacional que a progenitora não conseguiu reunir, em tempo útil, as condições necessárias para estar presente no histórico duelo entre Cabo Verde e Espanha, disputado em New Jersey.

Josimar Dias, conhecido no futebol por Vozinha, confessou que se emocionou ao recordar a ausência da mãe num dos momentos mais marcantes da sua carreira.

Segundo explicou, a viagem não se concretizou devido a dificuldades relacionadas com a obtenção do visto de entrada nos Estados Unidos.

"Trabalhei toda a minha vida para este momento. Tenho 40 anos. Comecei a jogar futebol profissionalmente aos 25, em 2012. Pensei em desistir, mas continuei por causa deste sonho. Isto é para todos. Fui eleito o melhor jogador do jogo, mas isto é para todos os meus colegas de equipa, porque sem eles nada seria possível. Vou continuar a trabalhar por Cabo Verde e pelo povo", afirmou.

A actuação de Vozinha foi determinante no empate sem golos frente à Espanha, um resultado histórico para a selecção cabo-verdiana na sua estreia em Campeonatos do Mundo. Apesar do reconhecimento alcançado em campo, o guarda-redes lamentou não poder partilhar o momento com a mãe nas bancadas do estádio, em New Jersey.

Mãe do guarda-redes dos Tubarões Azuis exibiu instinto premonitório

Antes do encontro, a mãe de Vozinha, Ana Cândida Évora, afirmou à televisão pública cabo-verdiana, citada pela Reuters, que "nenhuma bola entraria na sua baliza". A previsão acabou por concretizar-se, com o guardião cabo-verdiano a manter a baliza inviolada diante da seleção espanhola.

"É um grande guarda-redes. Estou muito orgulhosa de ser mãe do Vozinha e espero que continue a defender todas as bolas que cheguem até si", declarou.

Vozinha é o guarda-redes titular da selecção de Cabo Verde há 13 anos e voltou a demonstrar a sua importância ao ser eleito o melhor jogador da partida frente à Espanha.