"Os Leões" entraram com a convicção de que seria possível vencer a formação "canarinha". Afinal de contas, em quatro embates (dois dos quais particulares) nunca haviam perdido, embora apenas um deles tivesse sido disputado num Campeonato do Mundo: em 1998, venceram por 2-1, com golos de Tore André Flo e Kjetil Rekdal, para o "Escrete" marcou Bebeto.

Vinte e oito anos depois, a história foi reescrita e, à semelhança do que fora antecipado na antevisão, Erling Haaland foi mais um carrasco "Viking" das aspirações brasileiras. Não foi, contudo, o único.

Na baliza, Ørjan Nyland, que apenas seria batido de penálti por intermédio de Neymar já para lá dos descontos, defendera uma grande penalidade de Bruno Guimarães na primeira parte e revelou-se intransponível sempre que os sul-americanos se aproximaram da sua área.

A segunda parte pertenceu aos noruegueses. A entrada de Andreas Schjelderup e Oscar Bobb deu maior retenção e controlo da posse de bola, enquanto as saídas de Alexander Sørloth e Anthony Nusa não retiraram critério à equipa orientada por Ståle Solbakken.

Foi precisamente dos pés do jogador do Benfica que saiu o cruzamento para a espada de Haaland desferir o primeiro golpe e rachar a armadura de Alisson Becker aos 79 minutos. Já em cima dos 90, um remate de fora da área do avançado do Manchester City selou o triunfo e levou a tripulação noruguesa à festa.

O Brasil bem tentou encontrar formas de superar Ørjan Nyland. De Vinícius Júnior a Endrick, todos procuraram o golo, mas nenhum dos ataques surtiu o efeito desejado, esbarrando num tronco inamovível ou falhando a baliza.

O próximo jogo dos nórdicos será com o México ou a Inglaterra que medem forças à 1h, no horário de Angola.