O economista e analista Carlos Rosado considera negativo o balanço dos dois mandatos do Presidente João Lourenço, defendendo que as principais reformas prometidas, sobretudo no domínio político e económico, ficaram por concretizar.

"Não tenho, digamos assim, grandes expectativas", afirmou Rosado, admitindo que ficaria "muito surpreso" caso o discurso presidencial fosse diferente dos anteriores. Para o analista, o padrão tem sido marcado por intervenções extensas, com balanços detalhados sobre praticamente todos os sectores da vida nacional.

Rosado aconselha, por isso, a equipa presidencial a evitar erros cometidos em discursos anteriores, sobretudo na apresentação de dados e indicadores económicos.

Autarquias continuam por concretizar

Na avaliação política, o principal ponto negativo apontado pelo analista é a ausência das autarquias locais, uma das reformas que considera fundamentais para a descentralização do poder e melhoria da governação.

"O meu problema são as autarquias. A principal reforma prometida pelo Presidente não foi realizada", afirmou, lembrando que o próprio Executivo chegou a avançar uma data para a implementação das autarquias, sem que essas tenham sido efectivamente concretizadas.

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