Referindo-se à inundação registada na Estação de Tratamento de Água (ETA) do Luhongo - Catumbela -, técnicos da empresa pública falam em "episódio grave e desrespeito" da parte do empreiteiro.

Esta situação, realçam funcionários, traz à liça o que as comissões sindicais, como se viu na altura da greve, chamam de falta de clareza em relação aos limites de actuação da ACQUA, que forma um consórcio com a Wedo, do Grupo Omatapalo.

As comissões sindicais realçam que continuarão a exigir esclarecimentos e lembram que são os técnicos da EPASB, como conhecedores do sistema, que procuram resolver a situação nas cidades de Benguela, Lobito, Catumbela, Navegantes e Baía Farta.

A última avaria, há uma semana, coincidiu com a greve dos mais de 900 trabalhadores.

Em comunicado, a Empresa de Águas comunica que, na sequência de uma avaria no sistema integrado da ETA, foi forçado a paralisar o abastecimento de água.

"Equipas técnicas encontram-se no terreno a executar os trabalhos necessários com a máxima prontidão", lê-se no comunicado.

A meio do ano passado, o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges assumiu que Benguela estava a ensaiar um modelo para parcerias público-privadas no sector.

A AQUA, que vê contestada a sua movimentação pelos corredores da EPASB, está a levar a cabo uma campanha de cadastramento de clientes, cujo orçamento faz parte dos 191,3 milhões de dólares do projecto em curso.