Assim que o Presidente dos Estados Unidos anunciou que ordenou a suspensão por tempo indefinido da sua "Operação Liberdade", anunciada apenas na segunda-feira, 04, como a fórmula mágica para abrir o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, os mercados petrolíferos ruíram.

Donald Trump publicou na Truth Social que mandou retirar os navios de guerra que deveriam escoltar os petroleiros "encalhados" no Golfo Pérsico e o barril de petróleo em Londres e em Nova Iorque iniciou uma queda abrupta que pode ter implicações relevantes na economia mundial.

Com efeito, horas depois do anúncio do fim da "Operação Liberdade", o barril de Brent descambou mais de 9%, para menos de 100 USD, embora tenha depois recuperado muito ligeiramente, para os, perto das 11:25, hora de Luanda, 100,1 USD, uma perda de 8,7% face a ontem.

O mesmo se verificou no WTI de Nova Iorque, que estava acima dos 103 na terça-feira, 05, e esta quarta-feira, 06, também perto das 11:25, hora de Luanda, estava bastante abaixo dos 100 USD, nos 92,2 USD, uma quebra de quase 9,5%.

Isto, contudo, num ciclo inverso aos planos iniciais dos EUA, que queriam, com a "Operação Liberdade", forçar uma descida do preço do petróleo, devido aos efeitos na economia norte-americana em tempos pré-eleitorais, e potencialmente trágicos para o Partido Republicano de Donald Trump.

Todavia, para conseguirem essa baixa no valor do barril, tiveram de desistir do plano inicial, no qual os mercados, claramente não acreditaram, especialmente depois de o Irão ter reagido com novos ataques a navios comerciais no Golfo Pérsico e contra navios de guerra dos EUA.

Além desta liquefação da "Operação Liberdade", Trump anunciou ainda que a sua nova e sólida prioridade é agora concluir as negociações para um acordo de paz com o Irão, o que pode estar a ser motorizado tanto pela fragilidade da economia dos EUA face a esta guerra, como pela visita que fará a 14 de Maio à China e onde quer chegar sem o seu peso na bagagem.