Caracas pediu formalmente a convocação da reunião para abordar a "agressão criminosa" dos Estados Unidos, que aconteceu na madrugada de sábado. Outros países, como o Irão e a Colômbia, também apoiaram o pedido venezuelano.

A reunião acontece no mesmo dia em que Maduro e a sua mulher Cilia Flores, detidos num centro de detenção em Nova Iorque, comparecem num tribunal em Manhattan. Maduro é acusado de crimes de narcoterrorismo e posse de armas.

O tribunal federal do Distrito Sul, em Manhattan, confirmou no domingo que a sessão está marcada para 12:00 locais (18:00 em Luanda).

A comunidade internacional dividiu-se entre a condenação ao ataque dos Estados Unidos a Caracas e saudações pela queda de Maduro e o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a acção militar de Washington poderá ter "implicações preocupantes" para a região.

Horas depois do ataque, ainda no sábado, o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que serão os Estados Unidos a governar o país até se concluir uma transição de poder e admitiu uma segunda ofensiva contra o país "se for necessário".

Já no domingo, Delcy Rodríguez, vice de Nicolás Maduro, foi confirmada presidente interina e logo a seguir Trump ameaçou-a e disse que "pagará mais caro do que Maduro" se "não fizer o que deve".