Divide-o em partes e classifica-as em boas e más. Ataca tudo e todos. Desencadeia guerras comerciais, sequestra, humilha e persegue chefes de Estado e países soberanos. Exige ser idolatrado e bajulado. Quem o contraria sente o peso da sua birra.
O de Telavive, agarrado ao poder como o sal na água do mar, precisa de matar, assassinar ou mesmo genocidar para travar o julgamento por corrupção (suborno, fraude e abuso de confiança) em que é réu, e alimentar a turba assassina que o rodeia.
Quer manter-se no poder também para fugir do mandado de prisão decretado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), que o acusa de usar a fome como arma de guerra, perseguição, assassinatos e actos desumanos contra os palestinianos.
Os dois terroristas mundiais à solta criaram a aliança contra o presente e o futuro da humanidade. Agem em sintonia. Qual Dupond e Dupont, qual quê!? Fazem guerras conjuntas. Tentam exterminar os palestinianos. Por arrasto, dizimam o Líbano. Provocam destruição e mortes. Milhares.
Segundo organizações internacionais de Direitos Humanos, no Líbano, usam a táctica de "domicídio" testada em Gaza, onde áreas inteiras são tornadas inabitáveis. Causando um "impacto devastador e desumano nas crianças", alerta a UNICEF.
No Irão, querem acabar com uma civilização milenar. Eliminar mais de três mil anos de ciência, de história, de cultura e de resistência. De identidade.
Imparáveis, em cerca de 40 dias, os bárbaros deixam um rasto devastador. Mais de três mil mortos. Acima de 30 mil feridos. Novecentos (900) estabelecimentos escolares, dos quais 32 universidades, mais de 100 mil residências e para lá de 330 centros de saúde destruídos, denuncia o Crescente Vermelho iraniano.
Encenam negociações em busca da capitulação do Irão. Mas batem na rocha. Porque não conseguem perceber como nasce e se preserva uma civilização milenar. Nem de que é feita a resistência dos iranianos.
Matam criancinhas, incluindo recém-nascidos na Palestina, no Líbano ou no Irão. Bombardeiam incubadoras com bebés e escolas infantis. Aumentam a instabilidade em toda a região do Médio Oriente e criam uma nova crise mundial, pondo em prática uma agenda desestabilizadora e terrorista.
Esquecendo-se das lições do Vietname e do Afeganistão, impõem uma guerra sem pensar nas consequências. Sem avaliar todas as variantes. Apenas obcecados com a ideia de enfraquecer ou "mudar o regime" teocrático do Irão.
Mas essa civilização milenar sai reforçada. E, com isso, mostra que também há potências sem arma nuclear. Basta ter um poder político e um povo que escolhe a defesa da pátria e da sua civilização como prioridade.
Tentaram quebrar a espinha dorsal do Irão. Mas o tiro saiu-lhes pela culatra. O país resiste. Une-se na resistência. Porque quer continuar a ser dono do seu destino. Recusa-se a ser um simples protectorado de Washington e Telavive.
Em defesa da sua soberania, contra os terroristas nucleares, o Irão fecha o estreito de Ormuz, onde, segundo dados oficiais, em tempos normais, passam diariamente cerca de 1,2 mil milhões de dólares em petróleo, produtos refinados e gás natural liquefeito.
Estreito que é a rota de exportação de petróleo mais importante do mundo, ligando os maiores produtores do Golfo Pérsico, como a Arábia Saudita, o Irão, o Iraque e os Emirados Árabes Unidos, ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico.
Assim, inteligentemente, o Irão faz de Ormuz a sua bomba nuclear. Os preços do petróleo disparam. Os agressores, atarantados e sem plano para resolver o berbicacho que criaram, colocam a economia mundial (ainda muito dependente de combustíveis fósseis) à beira do colapso.
Sabendo que quem permite a utilização do seu território para agredir outro Estado também se envolve na guerra, Teerão dispara contra os vizinhos. Contra bases e outros interesses americanos. E infra-estruturas importantes desses países. De petróleo, gás e turismo, âmago dessas economias.
Juntando-se à resistência dos iranianos em casa, em todo o mundo, incluindo nos Estados Unidos e em Israel, milhões saem à rua em manifestações contra a guerra ilegal. E renasce a esperança por um mundo de regras contra a lei do mais forte.
Quando a auto-determinação parecia desaparecida das relações internacionais, o Irão, terceiro maior produtor de petróleo da OPEP, diz ao mundo que é possível e necessário continuar a lutar por ela. Mesmo que o preço a pagar seja muito alto porque, acredita, a capitulação é muito mais cara. A médio e longo prazos.
O país enjeita ser outra Venezuela ou Líbia ou ainda o seu vizinho Iraque, estes dois últimos destruídos por ianques e seus acólitos europeus, agora também qualquerizados pelo homem de Washington.
A resistência dos iranianos parece trazer incluído outro aviso dirigido ao Trump, Rubio e companhia: desistam de ameaças e do desejo criminoso de atacar Cuba, porque povos com consciência histórico-política não caem na primeira esquina. Resistem.
Teerão mostra firmeza. Recusa-se a aceitar Washington e Telavive como polícias do mundo. Da moral e dos bons costumes. Guardiões do templo mundial.
A guerra e a resistência iraniana acentuam a irrelevância da actual ONU, fundada para defender a Paz no Mundo. Também destapam a cumplicidade da Europa escravocrata, seguidista cega da dupla Trump-Netanyahu.
Não só da Europa, mas também de todos os que se colocam em cima do muro. Não é neutralidade. É escolha que favorece o agressor (Desmond Tutu). Porque, diz José Maria Neves, Presidente de Cabo Verde, a "diplomacia do silêncio pode ser fatal para a humanidade".
Todavia, a europeia Espanha destaca-se. Coloca-se do lado da diplomacia e do direito internacional. Condena a agressão e rejeita fazer parte dela. É insuficiente. É preciso uma frente mundial para travar os dois criminosos.
Washington tentou, com esta guerra e com o sequestro de Maduro, atingir e fragilizar o país que que importa do Irão cerca de 1,3 milhão de barris de petróleo/dia - a China -, potência tecnológica, científica, financeira, económica e militar imparável no seu crescimento que assusta os EUA.
Quis atingir o gigante asiático e mundial que mantém aproximadamente 850 bilhões de dólares em títulos da dívida americana, dos quais 300 bilhões de dólares em posse dos seus bancos.
Enquanto a nova ordem Mundial se disputa no Irão, África, como é seu apanágio, "dorme sono" tranquilo. Como se não fizesse parte do Mundo. A liderança da União Africana concentra toda a sua energia em questões secundárias. Promove a candidatura de Macky Sall à secretário-geral da decadente ONU.
Promove vaidades pessoais e esse projecto da FrançAfrique que ajudaria a branquear o passado recente e evitar o julgamento de Sall, antigo presidente do Senegal, que no seu país enfrenta acusações graves.
Alta traição, falsificação de documentos, ocultação de uma dívida pública próxima dos sete mil milhões de dólares e assassinato de mais de 65 manifestantes que protestavam contra o seu governo, são as acusações que pendem sobre o candidato do presidente da UA, rejeitado pelo seu próprio país e pela organização continental.
O mundo está a mudar e a geopolítica também. O Irão e o "seu" estreito de Ormuz dizem presente. Querem fazer parte dessa mudança, defendendo a sua civilização contra a barbárie que precisa de ser travada.
Para salvar a humanidade, quem trava os novos Dupond e Dupont? Quem não tem medo dos regimes de Washington e Telavive?