O MEA conta agora com uma nova direcção. Que balanço faz do seu mandato?
Eu não me posso auto-avaliar. O meu trabalho foi público, fiz um trabalho para a sociedade, e cabe a ela julgar o trabalho feito. É como um trabalho de fim de curso, defendes, aprovas e a monográfica fica à disposição da sociedade, para a investigação e para a contribuição da nossa sociedade. Penso que fiz um bom trabalho, os media acompanharam. Cabe aos media darem uma nota positiva ou negativa sobre o trabalho feito. Mas, o que é facto, enquanto movimento estudantil juvenil, somos a melhor organização, segundo o Novo Jornal. O último prémio Novo Jornal considera o MEA a única organização juvenil que ganhou. Superou sindicatos e instituições que recebem dinheiro do Estado e até de organizações internacionais. O ano passado, como não se realizou o prémio Novo Jornal, continuamos a ser a melhor organização juvenil da sociedade civil. Isto é que é facto, agora não me posso auto-avaliar.
Quer dizer que deixa a organização em boas mãos?
Claro, estão na nova direcção do MEA meninos que trabalharam comigo durante cinco anos. Eu preparei esses meninos, e eles, se não sobressaíram bem, é porque fui um mau professor. Está-se diante de um teste. Se fui ou não um bom instrutor, mas dei-lhes todas as ferramentas de como resistir à corrupção, à pressão social e política, às agressões físicas e não só por parte das autoridades. Espero que estejam à altura dos desafios. Eles são meninos, o novo presidente tem menos de 30 anos e ninguém tem família, mulher ou filhos. Então, era essa a minha visão! Era deixar uma direcção que não tivesse preocupação com a família, por que eu, muitas vezes, não arrisquei muito mais por causa da família, da mulher e dos filhos. A nova direcção tem de superar a mim, aliás, eu acredito que essa nova direcção vai procurar fazer muito mais e melhor.
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