Áreas Marinhas Protegidas (AMP) são espaços integralmente delimitados em águas marinhas com o propósito de reforçar a conservação da natureza e da biodiversidade marinha. São dotadas de legislação específica e dos meios necessários para cumprir o seu objectivo. Criadas para salvaguardar espécies e ecossistemas, contribuem para uma utilização sustentável dos recursos naturais marinhos.
Nas décadas 80 e 90 as AMP criadas eram tipicamente de pequena dimensão e em áreas costeiras pouco profundas. A necessidade de assegurar a representatividade e conectividade dos vários ecossistemas marinhos, inclusive do mar profundo, levou, contudo, a que, na última década, se tenha assistido a um aumento do número, e de criação de AMP de grandes dimensões.
Crucial para esta evolução foi a adopção, no âmbito da Convenção para a Diversidade Biológica, do Plano Estratégico para a Biodiversidade 2011-2020 que previa a conservação através da gestão efectiva de sistemas de AMP e outras medidas espaciais de conservação, de pelo menos 10% das áreas marinhas e costeiras, especialmente aquelas de elevada importância para a diversidade biológica, uma meta reiterada em 2015 na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável (meta 14.5).
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