A proposta foi avançada por Eduardo dos Santos no encerramento do V Congresso Extraordinário do MPLA, que terminou este fim-de-semana, em Luanda.
"Podemos começar a reflectir sobre a possibilidade de adoptarmos no futuro um Código de Ética Partidária, que estabeleça a postura individual dos militantes, as relações entre si e com o seu meio social e a sua conduta no local do trabalho e no seio da família", defendeu.
Na intervenção, o líder do partido sustentou também que os militantes devem ter "uma conduta exemplar no respeito pelo património público e pela propriedade privada e que sejam os primeiros a exigir transparência em todos os actos de gestão".
José Eduardo dos Santos lembrou que as conclusões do congresso "apontam para a necessidade da aplicação do princípio da renovação e continuidade da Direcção em todos os escalões, garantindo uma maior democratização das suas variadas estruturas e também um melhor acompanhamento da execução das suas orientações para a governação do país".
"Temos de dedicar uma especial atenção à disciplina, à atitude e ao comportamento dos nossos militantes perante o cumprimento dos compromissos assumidos e no respeito pelos Estatutos e regulamentos do partido", disse.
Eduardo dos Santos enalteceu ainda a atitude dos congressistas ao assumirem "com coragem uma posição crítica, reconhecendo alguns dos erros e limitações registados na actividade desenvolvida pelo partido, fruto de uma certa burocratização e acomodação".
Para o líder do MPLA, essa atitude torna o partido "mais forte para enfrentar os problemas e aumenta a credibilidade na hora de fomentar o diálogo com os militantes, amigos e simpatizantes do MPLA e com a sociedade, criando um quadro mais propício para o reforço da democracia participativa".
Redacção NJ
