Nas ruas da capital, durante esta fase da pré-campanha eleitoral, vêem-se sobretudo cartazes com o rosto de João Lourenço e as bandeiras do MPLA fixadas nos postes de electricidade e arvores. O principal partido da oposição, a UNITA, aparece em segundo lugar, com mais bandeiras do que cartazes com o rosto do seu presidente, Adalberto Costa Júnior.
É notória a presença "tímida" dos pequenos partidos no largo da Independência, onde se pode ver alguma propaganda eleitoral da CASA-CE e da FNLA, mas com ausência de meios do PRS.
O líder do Partido Pacífico Angolano (PPA), que faz parte da coligação CASA-CE, Felé António, acusa o Executivo de, em todos pleitos eleitorais, distribuir tarde as verbas da campanha para prejudicar a oposição.
"A propaganda eleitoral busca trazer votos aos candidatos, está direccionada a influenciar a vontade do eleitorado para induzir que determinado candidato é o mais apto. Quando as verbas são dadas com atraso, ficamos prejudicados", disse o também deputado à Assembleia Nacional.
Violando a Lei, de acordo com deputado, o MPLA desde 2021 vem colocando a propaganda eleitoral nas ruas de Luanda, mesmo quando o País não está em época eleitoral.
"As autoridades governamentais observam essa indiferença e mantêm o seu silêncio", referiu o deputado, reconhecendo que a oposição terá "enormes dificuldades" neste processo já que até este momento não receberam o dinheiro da campanha eleitoral.
"Falta pouco tempo para as eleições gerais. Quando é que vamos receber o dinheiro da campanha para encomendarmos material de propaganda eleitoral?", interrogou-se Felé António.
Refira-se que as eleições gerais deste ano serão realizadas a 24 de Agosto, marcadas recentemente pelo Presidente da República depois de ouvir o parecer da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), do Tribunal Constitucional (TC) e dos membros do Conselho da República.
O MPLA venceu as eleições gerais de 2017 com 61,70% dos votos.
