"Man Genas" foi deportado de Moçambique para Angola e detido pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC), em Fevereiro de 2024.
O arguido é acusado pelo Ministério Público (MP) de vários crimes, entre os quais calúnia, difamação e ultraje ao Estado, aos seus símbolos e órgãos.
Segundo as autoridades, quando esteve em Moçambique, "Man Genas" acusou, através das redes sociais, em 2023, altas patentes da Polícia Nacional, do SIC e das FAA de estarem ligadas ao narcotráfico.
Após a sua detenção, o Serviço de Investigação Criminal assegurou ao Novo Jornal que investigou as denúncias feitas pelo arguido nas redes sociais e concluiu que eram infundadas.
Segundo o SIC, tudo quanto "Man Genas" denunciou na internet não foi comprovado. Na ocasião, a instituição aconselhou o denunciante a apresentar provas das acusações, o que, alegadamente, não aconteceu.
"Man Genas" vivia em Moçambique, onde se refugiou por alegada perseguição das autoridades angolanas, mas acabou expulso pelas autoridades moçambicanas por entrada e permanência ilegais naquele país.
O arguido foi deportado juntamente com a esposa e os dois filhos, menores, que foram entregues à família, enquanto ele permaneceu detido.
Em Outubro de 2025, "Man Genas" foi julgado e condenado pelo Tribunal da Comarca de Luanda a uma pena de três anos e seis meses de prisão por difamação contra o antigo ministro do Interior, Eugénio Laborinho.
No mesmo processo, o tribunal condenou igualmente a esposa de "Man Genas", Clemência Suzete Vumi, na pena de três anos, suspensa pelo mesmo período.
Na próxima sexta-feira, Clemência Suzete Vumi voltará também a julgamento, com o marido para responderam no processo de ultraje ao Estado.
