A reabilitação do troço da Estrada Nacional 240 (EN 240), entre o Instituto Nacional de Petróleos (INP) e a sede municipal da Gabela, no Cuanza-Sul, arrancou na última quarta-feira, 2 de Setembro, com a previsão de criar 540 postos de trabalho numa fase normal da empreitada e até mil durante o período de maior intensidade das obras, de acordo com o Ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos Gregório da Silva dos Santos.

O lançamento da empreitada, numa extensão de 75 quilómetros, foi presidido pelo governante, que defendeu que a infra-estrutura deve ter como principal finalidade melhorar as condições de vida das populações, sobretudo através do escoamento da produção agrícola e do acesso aos serviços públicos.

Segundo o ministro, a obra terá uma duração prevista de 24 meses, mas o consórcio responsável pela execução foi instado a procurar reduzir o prazo, tendo em conta a longa espera das populações pela intervenção na via.

"Esperámos muito tempo e agora queremos esta estrada feita dentro dos prazos", afirmou Carlos Santos, ao exigir ao empreiteiro, à fiscalização e às autoridades locais o cumprimento do calendário estabelecido.

A intervenção prevê igualmente a melhoria das características técnicas da estrada. O perfil transversal deverá passar dos actuais nove a dez metros para 12 metros, enquanto a pavimentação deixará de contar apenas com uma camada de asfalto de cinco centímetros, passando a dispor de duas camadas, incluindo binder e camada de desgaste.

A solução, explicou Carlos Gregório dos Santos, deverá enquadrar a EN 240 no perfil técnico das estradas da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), tendo em conta a importância da via para a circulação de pessoas e mercadorias.

Via estratégica para o escoamento da produção


Para Carlos Santos, a importância da EN 240 ultrapassa a ligação entre localidades do Cuanza-Sul. A estrada integra um eixo rodoviário que poderá reforçar a ligação do litoral ao Leste do país, atravessando diferentes municípios e províncias.

O ministro destacou, por isso, a necessidade de a infraestrutura responder às necessidades concretas das populações, particularmente dos agricultores.

"A estrada só é vista como útil se ela servir a alguém", afirmou, defendendo que a melhoria da via deverá permitir aos produtores retirar com maior facilidade os seus produtos das zonas de produção para os centros de consumo.

De acordo ainda com o governante, a reabilitação vai permitir colocar um sistema de pesagem de veículos, destinado a controlar o excesso de carga transportada nas viaturas pesadas, uma das causas apontadas pelo ministro para a degradação das estradas nacionais.

A intervenção lançada na última quarta-feira corresponde ao troço entre o INP e a Gabela, mas a empreitada está prevista para ter continuidade até à Quibala, numa segunda fase.

Durante a visita de trabalho ao Cuanza-Sul, o ministro anunciou igualmente o lançamento de 215 quilómetros de estradas no eixo que parte da região do Cabo Ledo em direcção ao Sumbe.