O pronunciamento foi feito esta quinta-feira, 27, durante a apresentação do diagnóstico do ensino geral, que dá conta que o País precisa de mais de oito mil escolas para absorver 4,5 milhões de crianças e jovens fora do sistema de ensino.
Para o Galo Negro, muitas unidades escolares actuam como núcleos do MPLA, com directores militantes, numa distorção do objecto social da escola.
De acordo com o primeiro-ministro do Governo Sombra, Raúl Tati, Angola possui 7.700 escolas públicas, das quais 25% funciona em condições precárias. Só em Luanda existem 300 escolas precárias e 19 mil crianças em salas improvisadas.
"O acesso ao ensino secundário e básico é muito limitado nas zonas rurais, acentuando a desigualdade de oportunidades", afirmou, sublinhando que o sistema possui 206 mil professores. Por isso, a UNITA defende igualmente a contratação de mais 78 mil docentes para garantir a cobertura total.
O diagnóstico também aponta que o Programa Nacional de Alimentação Escolar sofreu cortes de até 50% no ano lectivo 2025/26, com refeições abaixo de 200 a 300 kwanzas por aluno. No Ensino Superior, foram autorizadas 195.453 vagas para o ano académico 2026/2027, que arranca em 30 dias, distribuídas por 106 instituições, das quais 31 públicas e 75 privadas.
O sector, refere ainda o documento, recebe apenas 1,3% do OGE e tem infra-estruturas limitadas, além de aumentos anuais de propinas no privado até 10%.







