Sem o dinheiro que o INAGBE atribui, alguns dos bolseiros enfrentam grandes constrangimentos, sobretudo para alimentação, entre os alunos com menos possses, soube o Novo Jornal junto de alguns bolseiros em Portugal.
Vários são os bolseiros no exterior que fizeram chegar ao Novo Jornal reclamações e temem que este atraso se prolongue porque o INAGBE nada adianta a respeito do assunto.
Em Portugal e Espanha os bolseiros queixam-se de estarem a cominho de quatro meses de subsídio em atraso, enquanto os demais países falam em cinco.
Em Lisboa, os bolseiros revelam que pretendem reivindicar junto da Embaixada de Angola, para exigir das autoridades de Luanda a resolução no problema.
Segundo os bolseiros do INAGBE em Portugal, as situações de atrasos na bolsa não têm sido frequentes, mas que desta vez o atraso começa a ter consequências graves.
Ao Novo Jornal contaram que enfrentam dificuldades diversas que fazem recurso à famosa "vaquinha" (contribuição) para se alimentarem enquanto o dinheiro não chega.
O arrendamento também é um dos muitos problemas apontados pelos estudantes universitários, que solicitaram anonimato, porque alguns correm o risco de ficar na rua.
Entretanto, o INAGBE não justifica a demora no processamento dos subsídios para o exterior.
Porém, no dia 13 do mês em curso, o Novo Jornal noticiou igualmente atraso de quatro meses nas bolsas internas.
Volvidos oito dias após a notícia do Novo Jornal, o INAGBE veio a público informar que deu início, no dia 17, ao processamento dos subsídios referentes às bolsas de estudo internas, mas que o mesmo irá decorrer de forma gradual, facto que estes estudantes negam estar a acontecer.
O Novo Jornal tentou contactar o INAGBE, mas sem sucesso.