Para o efeito, foi instalada no Terminal Oceânico de Cabinda (TOC) uma capacidade de armazenamento de 112 toneladas métricas de gás butano, que permitirá o enchimento diário de mais de quatro mil botijas, destinadas aos 23 revendedores legalizados na província, para comercialização ao preço oficial de 1.200 kwanzas.
O objectivo da Sonagás em Cabinda é reduzir as dificuldades de acesso ao gás de cozinha e garantir maior regularidade na distribuição.
Entretanto, os stocks dos revendedores começaram a ser reabastecidos esta semana, embora, em várias localidades da província, a botija continue a ser comercializada por mais de três mil kwanzas.
Em Agosto, o Novo Jornal noticiou a escassez de gás de cozinha em Cabinda, com a população a descrever o cenário vivido na província como muito difícil.
Segundo relatos da população, em várias localidades, muitas famílias recorrem ao carvão e à lenha como alternativas para a confecção dos alimentos.
Henrique Vemba, superintendente da Sonagás em Cabinda, disse à Rádio Nacional de Angola que o Terminal Oceânico de Cabinda está agora a proceder ao enchimento de milhares de botijas para abastecer o mercado.
Esta semana, a governadora provincial de Cabinda, Suzana Abreu, constatou a normalidade do processo de enchimento no TOC e entrega de gás butano aos revendedores e solicitou o reforço da fiscalização da comercialização do produto, visando combater a especulação de preços e garantir que chegue aos consumidores a um preço justo.
