A justificação para os atrasos nos voos, incluindo voos internacionais para a África do Sul, Namíbia, Moçambique e Portugal, foi a falha no sistema alternativo do aeroporto que serve para garantir o seu funcionamento sempre que falha a luz eléctrica da rede pública.
Segundo informação oficial, os problemas surgiram logo que a cidade de Luanda, na manhã de domingo, registou um apagão generalizado, tendo o sistema alternativo do aeroporto, constituído por grupos de geradores a gasóleo, entrado em funcionamento mas já com algumas falhas e curtas paragens.
Essas resultaram em algo mais grave e, a meio da tarde, este sistema alternativo cedeu e instalou-se o caos no 4 de Fevereiro, com atrasos de monta em voos com centenas de passageiros, o que em pouco tempo levou a que as redes sociais ficassem pejadas de vídeos com passageiros às escuras a exigir que fosse encontrada uma solução.
"Queremos solução, queremos solução", gritavam os passageiros, alguns mesmo a bater com as mãos nas colunas metálicas do terminal internacional do aeroporto.
A iluminação existente era apenas a que provinha das luzes das câmaras de filmar e lanternas dos telemóveis.
No entanto, como disse ao Novo Jornal Online um funcionário do aeroporto, a estrutura da pista que serve as descolagens e as aterragens principais manteve sempre a sua operacionalidade mínima, sendo a gare do aeroporto internacional aquela que mais sentiu este problema.
Os vídeos com passageiros indignados dispersos pelas redes sociais são todos do terminal internacional do aeroporto 4 de Fevereiro.
