Há três semanas que uma ruptura na Estação de Tratamento de Água de Calumbo mantém os moradores numa grande aflição devido à falta de água, soube o Novo Jornal.

Nas famosas kupapatas, motos de três rodas, um bidon de água de 25 litros está a ser comercializado por 300 kwanzas, contra os 50 kz anteriores.

A falta de água está a criar grandes constrangimentos aos moradores que têm de sair dos Zangos à procura de água no município vizinho de Viana, na província de Luanda.

Na Centralidade do Zango 5, também conhecida por Zango 8.000, os moradores queixam-se de estar a viver dias terríveis, e alguns contam que para fazer necessidades maiores, têm de ir às matas nos arredores.

Quem lucra com a falta de água no Zango 8.000 são as kupapatas, que estão a comercializar o bidon de água de 25 litros a 400 kz, mais 100 kz que o preço praticado nas zonas dos Zangos, 1,2,3 e 4.

Os moradores da centralidade do Zango 8.000 são os mais afectados devido à sua posição territorial, uma vez que estão isolados das demais comunas de Calumbo.

Tal como noticiou em primeira mão no dia 11 deste mês o Novo Jornal, todas as extensões dos Zangos estão privadas do fornecimento de água da rede pública deste o dia 9, devido a uma ruptura na Estação de Tratamento de Água de Calumbo.

Ao Novo Jornal, a Empresa Pública de Água de Luanda (EPAL), que também abastece a vizinha província de Icolo e Bengo, diz ter detectado uma ruptura numa conduta de diâmetro nominal de 800 milímetros, e que trabalha para o seu normal funcionamento.

Entretanto, segundo a EPAL, para mitigar os efeitos da interrupção no abastecimento de água, enquanto decorrem os trabalhos de reparação da conduta, foi implementada a medida de distribuição de água à população por meio de camiões-cisterna.

Conforme a EPAL, os trabalhos de reparação da avaria decorrem a bom ritmo, com o objectivo de assegurar a sua resolução.