Quando a médica legista Fátima Almeida, única no Centro-Sul do País, procedia à abertura do processo de identificação das vítimas do acidente no Kwanza Sul, terça-feira, 04, um dia após a tragédia, não se tinha noção de prazos para a conclusão, mas era ponto assente que a província de Benguela aguardava por intervenção das estruturas centrais.
Os vinte e dois corpos transladados do Sumbe para a morgue do Hospital Geral de Benguela (HGB), que representam 61% da capacidade da casa mortuária, estavam carbonizados, ainda que quatro, das vítimas a bordo da motorizada com combustível, pudessem ser reconhecidos com alguma facilidade.
Tal como a existência de uma única médica legista, funcionária do Serviço de Investigação Criminal, as condições de conservação de cadáveres numa mortuária em muitas ocasiões a braços com a superlotação são apontadas, ainda hoje, como uma adversidade exposta pelo acidente que envolveu o autocarro da Macon e a motorizada de três rodas.
Leia este artigo na íntegra na edição semanal do Novo Jornal, nas bancas, ou através de assinatura digital, pagável no Multicaixa. Siga o link: https://reader.novavaga.co.ao/
