Os dados foram avançados em Luanda, durante a 1.ª sessão ordinária da Comissão Executiva do Conselho Nacional de Viação e Ordenamento do Trânsito, com a presença do comandante-geral da Polícia Nacional, comissário-geral Francisco Monteiro Ribas da Silva.

Em relação ao relatório do ano anterior, 2023, apesar de o número de acidente ter reduzido de 13.597 para 12.303, as mortes subiram saindo 2.915 para 3.120, quanto ao número de feridos reduziu ligeiramente, de 16.847 para 16.282, como foi sublinhado na apresentação do documento mais recente esta quarta-feira, 26.

Os acidentes rodoviários foram maioritariamente por colisão entre veículos e motorizadas, por atropelamento e por despiste seguido de capotamento, causando danos materiais avaliados em mais de cinco mil milhões de kwanzas.

De acordo com o relatório, Luanda foi o epicentro das ocorrências com 2.650 acidentes de viação, que provocaram 954 mortes e 3.199 feridos, depois segue-se a província da Huíla com 1.151 acidentes, 227 mortes e 1.383 feridos, bem como a província do Huambo que assinalou 889 acidentes, 230 mortes e 1.133 feridos.

No que toca aos causadores dos acidentes, destacam-se os condutores de motorizadas, com realce para os moto-taxistas, condutores ligeiros, pesados, de serviço público e condutores de tractores agrícolas.

Quantos aos factores que provocaram os acidentes foram, excesso de velocidade, condução em estado de embriaguez, mau estado das vias e dos veículos, uso de telemóvel durante o acto da condução, falta de iluminação nas vias, má travessia dos pões e mudança irregular de direcção.