A ex-ministra é acusada pelo Ministério Público de ter causado um prejuízo ao Estado avaliado em mais de 300 milhões de kwanzas.
Victória de Barros Neto é a segunda ex-ministra a ser julgada nos últimos anos, depois de Augusto Tomás, antigo ministro dos Transportes, em 2019.
Além da antiga governante, estão também a ser julgados Rafael Virgílio Pascoal, Yanga Nsalamby Mário e Jaime Domingos Alves Primo.
A ex-ministra refutou todas as acusações que lhe são imputadas, bem como as dirigidas ao arguido Rafael Virgílio Pascoal, antigo responsável da EDIPESCA.
Os advogados dos arguidos manifestam-se confiantes na absolvição dos seus constituintes, que respondem ao processo em liberdade.
Segundo a acusação, Victória de Barros Neto, na qualidade de ministra das Pescas entre 2012 e 2017, e exonerada do cargo em 2019, terá desviado mais de 300 milhões de kwanzas destinados à empresa EDIPESCA/Luanda.
De acordo com o Ministério Público, a então ministra terá ordenado a movimentação daqueles fundos para fins alheios ao interesse público, tendo o montante sido utilizado em despesas não justificadas.









