Licenciado em Jornalismo pela City University of London, Israel é mestrando em Comunicação Estratégica e Liderança pela Universidade Católica de Lisboa e trabalha como freelancer no serviço em português da Voz da América e para o serviço mundial da BBC, cobrindo assuntos como política angolana, ambiente e sociedade.
De tracto fácil e voz doce, Israel, filho do jornalista Graça Campos, um ícone do jornalismo angolano e escriba de boa pena, começou a sua carreira ainda criança no programa infantil Kaluanda-Piô, da Rádio Luanda (pública), de que foi apresentador e, poucos anos depois, repórter.
Definindo-se como "jovem sonhador", com várias causas que motivam e impulsionam a sua determinação nas batalhas por uma Angola e um Mundo de Liberdade, Israel tem-se destacado em vários concursos internacionais em defesa da Liberdade de Imprensa e de Expressão como pilares fundamentais do jornalismo.
Atento às qualidades e capacidades do jovem angolano, que neste ano se estreou na literatura com o romance best seller "E o Céu Mudou de Cor", Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente de Portugal, incluiu Israel Campos no seu grupo de reflexão de 40 jovens, criado para ouvir e encaminhar os principais anseios dos jovens do seu país.
Esse "Conselho de Estado com portugueses e portuguesas com menos de 40 anos", segundo Luís Osório, cronista da estação de Rádio TSF, integra jovens portugueses e de outras nacionalidades que se destacam nas respectivas áreas, sejam elas profissionais, estudantis ou cívicas, capazes de ajudar o "Presidente da República e o País a descobrir ou explorar novos caminhos".
Se Rebelo de Sousa leu o citado romance, certamente percebeu que o livro de Israel Campos "traz a leveza da voz de adolescentes e de jovens que se confrontam com o mundo que os circunda", de acordo com o intelectual angolano Adriano Mixinge.
O que Marcelo Rebelo de Sousa e o mundo vêem em Israel Campos, o Poder político angolano abomina. Cegos e obcecados pela adulação ao Chefe, os políticos angolanos ignoram o jovem jornalista que se assume como lutador pela liberdade e tem no respeito pela diversidade a sua divisa.
Num país sério, com governantes patriotas, mais preocupados com a Pátria do que com os seus inflamados umbigos, Israel Campos estaria a fazer conferências, seminários e palestras, destinados aos mais novos e aos graúdos, incluindo para o Presidente da República, sobre a sua ideia de Nação, de futuro do País, de África e do Mundo, em geral.
Para o tal Presidente que felicita, rapidamente e bem, o filho de um colega seu de partido, pela vitória, por Portugal, numa corrida de carros, mas é incapaz de reconhecer a excepcionalidade de um jovem que muito novo já é referência da cultura, da cidadania e do jornalismo angolanos no País e além-fronteiras.
Quando um País como Angola, com gritante falta de gente qualificada, opta por incentivar corredores de automóveis em detrimento de jovens que apostam na cultura e nas ciências, significa falta de uma visão de futuro.
Perder, desprezar e perseguir quadros qualificados não ajuda a construir Angola e contribui para a fuga de cérebros, ao mesmo tempo que ajuda a florescer a acefalia e apatia da juventude.
Israel, muito inteligente e solidário, foi banido dos e pelos media cumpridores das opressoras "ordens superiores", por ser filho de Graça Campos, um crítico acérrimo que usa a sua boa pena para se manifestar contra o desastroso desempenho político de João Lourenço e pela defenestração do regime político angolano.
Banimento que começa com o afastamento do jovem jornalista dos programas "Viva Noite e Kialumingo", por ter lido, aos microfones da Rádio Luanda, o poema "E lá por Luanda", do activista social Mwene Vunongue, um texto crítico sobre o estado da capital angolana, onde enxurradas tinham causado pelo menos 20 mortos, em 2021.
"Mas esta atitude absurda e inconcebível não matou os seus sonhos e objectivos (de Israel), até porque quem sai aos seus não degenera, e sendo ele filho de um peixe tubarão do sonho, jamais poderia desprestigiar a sua matriz", escreve a apresentadora de rádio Teresa Borges Guerra.
Pouco depois deste afastamento, Israel Campos entra para os anais dos jornalistas-combatentes pela Democracia com a inclusão do seu nome entre os três finalistas do prémio "Free Press Award", da Holanda, um galardão para "homenagear jornalistas e profissionais dos media que continuam a fazer o seu trabalho, independentemente dos desafios"".
A seguir, ganha o prémio "EU GCCA+Youth Awards for the best climate storytelling", da União Europeia, na Conferência da ONU sobre mudanças climáticas, em Glasgow (Escócia), em 2021.
Em matéria ambiental, Israel Campos venceu também um concurso, entre cinco jornalistas, com uma reportagem para a emissora Voz da América sobre o projecto Otchiva de preservação dos Mangais em Angola.
O Otchiva Mangais é um projecto de protecção e restauração das zonas húmidas dos mangais, com a finalidade de livrar o País das calemas, através da plantação de mangais e de programas de educação ambiental em Luanda, Benguela e Zaire.
No ano seguinte, Israel é eleito finalista do Prémio Media da Amnistia Internacional (AI), que distingue jornalistas que se notabilizam na cobertura de factos relacionados com os direitos humanos em todo o Mundo.
Os prémios da AI "celebram a excelência no jornalismo de direitos humanos e aplaudem a coragem e determinação de jornalistas e editores que, às vezes, colocam as suas vidas em risco para relatar questões vitais de direitos humanos".
No mesmo ano, Israel foi homenageado pelo seu contributo jornalístico e juvenil na Gala Afrodescendentes, em Zurique (Suíça).
Em 2022, marca presença na conferência "Future News Worldwide", que reuniu em Londres jovens jornalistas mais destacados de todo o mundo, depois de ter sido um dos 100 escolhidos num concurso com três mil concorrentes de 114 países.
O "Future News Worldwide" identifica, treina e põe em contacto jovens da próxima geração de jornalistas globais, numa parceria entre o British Council e algumas das principais organizações de media do mundo.
Neste mesmo ano, foi também seleccionado para moderar o debate de ideias sobre o tema "Engajar-se para a protecção do ambiente: como responder localmente a um desafio global?", realizado pela Fundação Arte e Cultura de Angola.
"Israel, que aos 12 anos já angariava apoios para a publicação do seu primeiro livro, ganhou consistência na carreira jornalística", segundo o programa Mar de Letras, da RTP, apurando a sua escrita com um estilo próprio que contribuiu para catapultar o "E o Céu Mudou de Cor" para a lista das recomendações do TFM - Centro do Livro e do Disco de Língua Portuguesa de Frankfurt, Alemanha.
Aos 18 anos, em entrevista ao Jornal de Angola, Israel apontava como seu maior sonho, pelo qual continua a lutar, "ver uma Angola dos angolanos, com condições que dignifiquem os angolanos e que lhes confiram uma perspectiva diferente para o futuro".
Nesta altura, o jovem já definia a corrupção como "um mal causado por falta de sentido patriótico, que acarreta um conjunto de problemas para as populações por um longo prazo de tempo". Por isso, defende, "os seus autores devem ser responsabilizados".
Nesta senda, no seu "romance militante" (como refere Adriano Mixinge), Israel Campos mostra-se como é: "militante a favor do cuidado da natureza; militante contra todas as aberrações sociais - o novoriquismo ou a corrupção, entre outras; militante a favor do diálogo intergeracional; militante a favor dos movimentos cívicos, incluindo a favor da Democracia participativa".
Por isso, Israel Campos é o presente e o futuro de uma Angola que precisa de se libertar das amarras de um passado centrado na ignorância travestida de sabedoria.
Tunda Mu Njila: Kuzediua, Israel Campos!
Israel Campos é o melhor jornalista angolano da sua geração, pelo seu profissionalismo, escrita, cultura, sólida formação, domínio da técnica e método jornalísticos, capacidade de argumentação, insaciável vontade de aprender e humildade.
Aos 23 anos, o jovem Israel Campos já é referência do jornalismo não só no seu País, mas também no mundo, em geral. Do Brasil à Holanda, dos Estados Unidos à África do Sul, o seu nome aparece em concursos internacionais, fruto da sua dedicação e um invejável trajecto na profissão, iniciado aos 12 anos.
Aos 23 anos, o jovem Israel Campos já é referência do jornalismo não só no seu País, mas também no mundo, em geral. Do Brasil à Holanda, dos Estados Unidos à África do Sul, o seu nome aparece em concursos internacionais, fruto da sua dedicação e um invejável trajecto na profissão, iniciado aos 12 anos.

