"Angola é um projecto colectivo que transcende diferenças políticas, exigindo um diálogo inclusivo que envolva o Estado, a sociedade civil e jovens para definir um futuro comum", disse aos jornalistas Abel Chivukuvuku, à margem de um seminário de formação política e ideológica dos seus quadros.
Essa abordagem, segundo ele, deve focar-se em transformar a participação política em soluções práticas para a população, promovendo a esperança e a responsabilidade futura.
"Conhecendo a complexidade do nosso país, o PRA-JÁ Servir Angola é a favor de um Governo participativo. Um Governo participativo fortalece o papel do cidadão na gestão pública, permitindo a intervenção directa na tomada de decisão e no controle do poder, visando atender às reais necessidades da população", disse o político, insistindo que a sua formação política será Governo ou fará parte dele.
Este modelo de governação, de acordo com Abel Chivukuvuku, visa a melhoria da qualidade de vida, o desenvolvimento sustentável e a redução da pobreza, através da cooperação contínua entre governo e sociedade civil.
Na opinião do político, o Estado tem de ter a vocação fundamental de promover o bem-estar social, garantindo direitos básicos como educação, saúde e segurança, além de combater desigualdades.
"A sua finalidade é regular a vida em comunidade, resolvendo conflitos e assegurando a dignidade da pessoa humana através de políticas públicas", acrescentou, argumentando que "Angola enfrenta um período complexo, marcado por desafios económicos, financeiros e sociais significativos, com impacto directo no custo de vida".
"A pobreza, a desigualdade, o acesso limitado a serviços básicos como saúde e educação, além da necessidade de diversificação económica, são obstáculos centrais que geram dificuldades para a população e motivam a emigração. Com a PRA-JÁ no poder esta situação será contornada", promete.
Para Abel Chivukuvuku, desafios relacionados com a corrupção e a necessidade de maior transparência na gestão pública são entraves ao desenvolvimento de Angola.
Refira-se que o Tribunal Constitucional de Angola legalizou o projecto político PRA-JÁ Servir Angola em Outubro de 2024, tornando-o a 13ª formação política activa no país.
Após anos de tentativas frustradas desde 2019, o partido foi admitido e está habilitado a concorrer em futuras eleições, incluindo 2027.
A aprovação encerra um longo processo conturbado que durava desde 2019, com rejeições anteriores em 2020 e vários recursos inconstitucionais.
A legalização permite que o partido, que integrava a Frente Patriótica Unida (FPU) com a UNITA, ganhe autonomia, prevendo-se o seu impacto no xadrez político para as eleições de 2027.

