A reunião desta sexta-feira, 04, de Setembro, sob o lema "Com unidade e inclusão, realizar a alternância do poder em 2027, UNITA - a esperança dos angolanos" será dedicada à análise da situação política, social e económica do País e, em particular, sobre o desempenho do partido durante os meses de Junho, Julho e Agosto.

A UNITA considera "desastrosa e catastrófica" a situação económica e social do País, sublinhando que o actual modelo de governação do MPLA "normalizou a sobrevivência", empobrecendo de forma severa as famílias e sufocando o sector empresarial.

Relativamente à vida interna, o principal partido da oposição vai avaliar o processo de intensificação da auscultação, mobilização e expansão das suas estruturas de base em todas as províncias de Angola para fortalecer a organização com vista às eleições gerais de 2027.

O plano visa garantir maior coesão interna e prontidão para a alternância de poder.

O encontro, que reúne os principais dirigentes do maior partido da oposição, vai ainda abordar as tensões institucionais que a UNITA tem vindo a denunciar em múltiplos fóruns nacionais e internacionais.

Refira-se que pelo menos 31 pessoas ficaram feridas, 10 com gravidade, na sequência da intervenção da polícia junto à sede da UNITA no Uíge, no passado mês de Agosto.

Os incidentes ocorreram quando a Polícia Nacional cercou a sede provincial do partido, para impedir um acto político no âmbito da 4ª reunião ordinária do comité nacional da JURA, para assinalar o 92.º aniversário do fundador da UNITA, Jonas Savimbi.

A UNITA apresentou queixas-crime contra o governador do Uíge, José Carvalho da Rocha, e contra o comandante provincial da Polícia Nacional, Ernesto Hayamunha, após os incidentes de 08 de Agosto de 2026.

A Polícia Nacional de Angola rejeitou as acusações do maior partido da oposição e condenou o uso político do incidente. O segundo comandante-geral da Polícia Nacional, Orlando Bernardo, afirmou que existem tentativas deliberadas de descredibilizar a reputação e a imagem da instituição policial.