Este sábado, 4 de Julho de 2026, a maior potência política, económica e militar do mundo assinala os seus 250 anos de independência sob a governação do Presidente Donald Trump, que promete uma América mais livre, mais próspera e mais forte, mas também cada vez mais isolada. Este posicionamento da Casa Branca é caracterizado pelo excepcionalismo americano e um apelo ao retorno à grandiosidade que o país possuía outrora.

Reveste-se de grande relevância histórica e cultural o facto de os primeiros africanos escravizados que chegaram ao actual território dos Estados Unidos terem sido embarcados no porto de Luanda, após terem sido capturados na bacia do Kwanza e em regiões vizinhas do território que hoje é Angola.

A historiadora e antiga ministra da Cultura de Angola, Rosa Cruz e Silva, em 2019, por ocasião da celebração dos 400 anos da chegada dos escravizados angolanos, considerou que "a presença angolana nos primórdios da fundação dos EUA foi um traço da História de Angola, que nos foi ocultado durante muito tempo".

No dia 19 de Maio de 1993, no final de uma audiência ao arcebispo sul-africano Desmond Tutu, o Presidente Bill Clinton anunciou publicamente o reconhecimento do Governo angolano, porque este "concordou em assinar o Acordo de Paz, deu posse à Assembleia Nacional democraticamente eleita e ofereceu à UNITA a participação no Governo a todos os níveis".

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