No rescaldo da 46.ª reunião da Protecção Civil, na última semana, o Governo Provincial de Benguela (GPB) deu a conhecer a reintegração de 12.936 famílias sinistradas das cheias, mas não avançou, como em documentos anteriores, o número de cidadãos ainda no novo campismo, de onde vão à procura de alimentos nos armazéns do bairro da Seta.

Do único centro de acolhimento, situado no Kawango, os sinistrados, detentores de senhas que dão acesso à cesta básica, acorrem a armazéns solicitados também por centenas de famílias que não foram afectadas pela tragédia do passado dia 12 de Abril.

Em aproximadamente três horas na Seta, bairro sacudido na sequência do transbordo do rio Cavaco, o Novo Jornal captou denúncias de venda de bens alimentares doados, com agentes da Polícia e funcionários da Administração Municipal de Benguela como supostos prevaricadores, e a presença de gente de outros municípios.

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