Conhecido pela sua verticalidade e pela forma segura como defende as suas ideias em hasta pública, o reverendo Ntoni-A-Nzinga é uma das figuras proeminentes na promoção da paz e no processo da reconciliação nacional durante a guerra civil angolana, bem como co-fundador do Grupo Angolano de Reflexão sobre a Paz (GARP) e do Conselho Intereclesial para a Paz em Angola (COIEPA).

O actual contexto sociopolítico do País gera fortes debates entre figuras de diferentes estratos sociais, o que, para o reverendo, exige maior ponderação. Por isso, para se inverter o quadro sombrio, o sacerdote defende a adopção de um sistema de governação no qual dirigentes sejam seleccionados e nomeados com base nas competências e não pela filiação partidária.

Ntoni-A-Nzinga sugere, igualmente, que se faça uma revisão da Constituição da República, o que, na sua percepção, vai beneficiar a todos os angolanos. Ntoni-A-Nzinga reconhece que a concentração de poderes e a ideia de os ministros serem auxiliares do Titular do Poder Executivo não são nada favoráveis.

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