"Desta feita, não vimos aqui julgar números frios, sem expressão na vida real das populações. Vimos julgar o destino dos homens, mulheres e crianças que também merecem um lugar ao sol na terra do seu nascimento", disse a líder do Grupo Parlamentar da UNITA, Navita Ngolo.
Segundo a deputada, no ano em análise ocorreram défices graves de transparência e fiscalização. Acusou o Titular do Poder Executivo de privilegiar os ajustes directos na contratação pública, uma variante "não concorrencial e propensa a corrupção, ao tráfico de influências, clientelismo, compadrios, amiguismos".
"Foi notória a falta de fiscalização do Sistema Nacional de Contratação Pública, que apenas avaliou cerca de 507 mil milhões de kwanzas em compras públicas, uma fracção residual do total efectivamente liquidado e sujeito à Lei da Contratação Pública", complementou.
Por sua vez, o presidente da Renovação Social (PRS), Benedito Roberto, defendeu o aumento dos investimentos nos sectores da saúde, educação e no combate à pobreza.
Já o presidente da FNLA, Nimi-a-Nsimbi, sustentou a necessidade de melhorias estruturais no fornecimento de água potável, denunciando o défice na rede pública e o impacto socioeconómico da venda informal de água a preços elevados nas zonas periféricas.
Reagindo às críticas, o líder do Grupo Parlamentar do MPLA, Reis Júnior, afirmou que a inclusão de mais de um milhão e 70 mil famílias no Programa Kwenda, até ao final de 2024, demonstra o impacto das políticas de protecção social.
O parlamentar referiu que a iniciativa do Executivo tem contribuído para melhorar as condições de vida das famílias mais vulneráveis e reiterou o compromisso do MPLA com a estabilidade macroeconómica, a diversificação da economia e a melhoria dos serviços públicos.
Defendeu ainda que o País regista sinais positivos na economia, apontando a redução da inflação como um dos principais indicadores.
"O crescimento económico do País já produz benefícios concretos para os cidadãos, permitindo a construção de sistemas de abastecimento de água, infra-estruturas de energia eléctrica, estradas, hospitais, escolas e outros equipamentos sociais em várias províncias", concluiu o deputado.
