No mês passado, o tribunal ouviu declarações de um professor, um sindicalista, e um jornalista, todos arrolados no processo.
Para esta quarta-feira estão previstos os interrogatórios de mais jornalistas que foram arrolados como declarantes pelo Ministério Público (MP), no âmbito do processo-crime, por o seu nome constar numa lista de pagamentos alegadamente feitos pelo jornalista da Televisão Pública de Angola (TPA), o arguido Amor Carlos Tomé.
Após os interrogatórios, o julgamento entra na fase final com apresentação das alegações das partes, Ministério Público e advogados.
Os dois cidadãos russos, Lev Lakshtanov e Igor Ratchin, confirmam terem mantido encontro em privado com figuras políticas do MPLA e da UNITA, o que levou os advogados a solicitarem, no início do julgamento, que estas figuras fossem chamadas ao tribunal.
Até agora, o tribunal não avançou se irá ou não chamar, para audição, figuras políticas do MPLA e da UNITA com quem os dois russos confirmam ter mantido encontros em privado.
No início do julgamento, no mês de Março, o juiz Gerson Damião, da 3ª secção do Tribunal da Comarca de Luanda, recusou arrolar como testemunhas o presidente da UNITA, Adalberto da Costa Júnior (ACJ), os quadros do mesmo partido Paulo Lukamba "Gato" e Nelito Ekuiki, e os militantes do MPLA Higino Carneiro e Julião Mateus Paulo "Dino Matrosse".
O arrolamento das figuras políticas foi justificada pelo juiz como "não necessário" ao apuramento da verdade dos factos, embora tenha assegurado que "caso fosse necessário o tribunal os chamaria".
Os arguidos Igor Rochin Mihailovich e Lev Matvevoch, Amor Carlos Tomé e Oliveira Francisco "Buka" são acusados pelo MP de espionagem, terrorismo, organização terrorista, financiamento ao terrorismo, instigação pública, associação criminosa, corrupção activa de funcionário, tráfico de influência, falsificação de documentos, introdução ilícita de moeda estrangeira no país, retenção de moeda e burla.
