Na chegada do corpo ao Lubango foi recebido pelos bispos da Conferencia Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), governantes, familiares e sacerdotes de diferentes cantos de Angola, no Terminal Militar Aéreo da Região Militar Sul com cânticos religiosos.
Na ocasião Dom Belmiro Cuica Chissengueti, porta-voz da CEAST e Bispo de Cabinda, frisou os feitos em vida de Dom Zacarias Kamwenho, notando que "foi um pastor incansável cuja sua voz serviu para defender os sem voz".
"Basta estarmos lembrados do legado que nos deixa quanto à importância do dialogo na nossa sociedade e o premio Sakarov do Parlamento Europeu é um exemplo vivo disso mesmo", acrescentou.
Dom Zacarias Kamwenho apontou em vida como desejo ser sepultado no cemitério da Missão Católica na Comuna da Huila que está ao cuidado dos missionários do Espirito Santo que desde sempre cuidaram e o acompanharam, mas não está posta de lado a possibilidade de o seu corpo ser, mais tarde, sepultado na Sé Catedral.
O Governador Provincial da Huila, Nuno Barnabé Mahapi Dala, disse que se está a "render a homenagem devida a alguém que muito fez pelo País e para sua pacificação e foi um conselheiro incansável".
Já o antigo governador da Huila, João Marcelino Tchipingui sublinhou que Dom Kamwenho é uma figura incontestável e esteve sempre presente nos momentos em que o país precisou dele.
Felix Uba Vaile Kuenda, segundo Secretário da UNITA na Huila salientou que parte "uma biblioteca viva e que muito fez para a pacificação de Angola", notando que se "perde um verdadeiro pastor, um verdadeiro patriota cujas suas obras ultrapassaram as fronteiras de Angola".
João Baptista Kussumua antigo governador do Huambo e deputado à Assembleia Nacional pelo MPLA aponta que "Dom Zacarias é um ícone que esteve sempre preocupado com o bem-estar da sociedade angolana realçando sempre o dialogo como ferramenta para a consolidação da paz em Angola que é de todos angolanos independentemente da cor partidária e do credo religioso".
