Em comunicado, o MINSA alerta que o tempo é um factor decisivo entre a vida, a morte ou sequelas permanentes.

Sem avançar números de óbitos por AVC no País, o Ministério da Saúde refere que, diante de qualquer sinal desta doença, os pacientes não devem fazer tratamentos em casa, mas sim procurar uma unidade hospitalar especializada.

Especialistas do Complexo Hospitalar Pedro Maria Tonha "Pedalé" dizem que o AVC pode ser tratado com sucesso quando o doente chega a tempo ao hospital.

Segundo os especialistas, "cada minuto conta, e a rapidez na decisão e no tratamento é determinante para salvar vidas e reduzir sequelas".

Conforme esta unidade hospitalar, um caso de sucesso foi registado esta segunda-feira, 2, quando uma paciente de 63 anos, com antecedentes de hipertensão arterial e diabetes, deu entrada no banco de urgências com sinais claros de AVC isquémico agudo, mas o caso teve desfecho positivo por a mulher ter chegado atempadamente ao hospital e merecido uma pronta actuação de uma equipa médica especializada.

Em comunicado de imprensa a que o Novo Jornal teve aceso, o Ministério da Saúde diz que o Hospital Pedalé está plenamente preparado para actuar "como centro de excelência" no tratamento do AVC.

No ano passado, à margem do 1º workshop nacional de neurocirurgia, os médicos alertaram para o aumento de casos, sobretudo entre mulheres grávidas.

O Hospital Pedalé atendeu em torno de 50 pacientes, com uma média de seis a sete casos por dia.

Segundo este hospital, a maioria dos pacientes são jovens, com destaque para mulheres em idade fértil e em estado de gestação.

Conforme os especialistas desta unidade de saúde, é urgente fortalecer a prevenção da patologia, modernizar as unidades de tratamento e garantir o acesso rápido aos cuidados especializados.

Apesar do alerta do MINSA, o Novo Jornal sabe que o banco de urgências do Pedalé não está aberto ao público em geral. Os pacientes que dão entrada nesta unidade são, na maioria, encaminhados de outros hospitais.