A informação foi avançada esta segunda-feira, 23, aos jornalistas, pelo presidente da associação de criadores de gado local, Manuel Franco, que avançou que a falta de chuva levou já à morte de 100 cabeças nos últimos dois meses.
Segundo este responsável, devido à seca, muitos criadores de gado na província estão a transferir os seus animais para as regiões de Porto Amboim (Cuanza Sul) e Cabo Ledo (Icolo e Bengo).
Manuel Franco receia que a transferência dos animais possa, nos próximos tempos, criar conflitos entre criadores, razão pela qual pede ao Governo que crie condições de abertura de furos de água nas regiões afectadas.
De acordo com Manuel Franco, o transporte de água em cisternas é uma solução eficaz para o abastecimento em áreas secas, mas com custos financeiros representam uma enorme dificuldade para os criadores, que chegam a pagar 100 mil Kwanzas por cisterna.
Segundo o Governo de Benguela, a situação da seca está a provocar uma grave penúria alimentar, ameaçando a segurança alimentar e a subsistência dos agricultores familiares na região.

