O título deste editorial não é uma profecia, é apenas um alerta para aquilo que o futuro nos reserva e que os cidadãos irão exigir. É crucial reorientar a aplicação dos recursos, de modo a beneficiar efectivamente a maioria dos cidadãos, assegurando que o investimento público construa, de forma tangível, um futuro mais justo, saudável e sustentável para todas as gerações de angolanos. O trabalho que o NJ apresenta nesta edição é a continuação de uma série de análises que temos publicado em colaboração com a Angola Open Policy Initiative (AOPI) e uma equipa de pesquisadores. Avaliar a qualidade da despesa pública em Angola, com foco nas contratações simplificadas do Titular do Poder Executivo (TPE), revela um padrão preocupante de gastos excessivos e de falta de transparência. Os ajustes directos são a excepção que se tornou regra, são mesmo a imagem de marca da governação de João Lourenço.