Maria Eugénia Neto, que é a viúva do primeiro presidente de Angola, António Agostinho Neto, teceu tal consideração à imprensa a propósito da comemoração do seu 80º aniversário, o qual coincide com o Dia Internacional da Mulher (8 de Março).
Para interlocutora, a mulher é mãe, educadora e trabalhadora pelo que tem responsabilidades acrescidas no progresso harmonioso da sociedade.
A presidente da fundação alertou a camada feminina a resgatar as virtudes que se faziam sentir nos anos anteriores, como a fidelidade, porque são valores indispensáveis a vida humana.
Por outro lado, lançou uma palavra de encorajamento as mulheres presidiárias no sentido de estarem conscientes dos erros que tenham cometido.
"Que as mulheres presidiárias tenham consciência dos erros que tenham cometido e partam para a mudança afim de que sejam úteis quando forem reintegradas na sociedade",aconselhou.
Reconheceu que já se têm feito alguma coisa no país em prol dos direitos das mulheres, mas é necessário ter-se uma visão desta problemática ao nível mundial.
A actividade contou ainda com a animação do músico angolano Paulo Flores.
Maria Eugénia Neto nasceu em Trás-os-Montes (Portugal) aos 8 de Março de 1934. A viúva do primeiro presidente de Angola tem publicado vários livros literários dos quais "E na Floresta os Bichos Falaram". Com este livro foi distinguida com o Prémio de Honra na Comissão Cultural da ex-República Democrática Alemã, para a UNESCO, 1977-Leipzig).
Maria Eugenia Neto é a vencedora do Prémio Nacional de Cultura e Artes, edição 2011, na categoria de literatura.
Angop / Novo Jornal

