Ismael Mateus

As igrejas "militantes" - a intenção deliberada de actuar como cabos eleitorais de determinados partidos políticos 

Estamos a construir uma democracia enclausurada num modelo civilizacional colonial em que a igreja, ou melhor dizendo, certas igrejas, reclamam para si o direito de orientar, conduzir o voto dos seus fiéis, tal como as igrejas coloniais como uma bíblia/terço na mão direita e o escudo/estandarte na esquerda convenciam os nossos povos, apontavam o Deus "deles" como única salvação e que isso passava, naturalmente, pela conversão ao cristianismo, apoio às forças coloniais, e abandono das suas tradições e liberdades.

Opinião

Há alguns anos, estava na capital da Libéria, Monróvia, quando decidi visitar um jornalista de renome, Kenneth Best, que dirigia um dos principais jornais daquele país. Kenneth Best foi muito simpático e recebeu-me muito bem. A um certo momento, ele perguntou se eu conhecia o Pastor José Chipenda e a sua esposa Eva, que ele teria conhecido em Nairobi. Na altura, o pastor Chipenda era o Secretário-Geral da Conferência Geral da Igrejas em África. Por acaso, o meu amigo Teddy de Almeida, tinha-me apresentado ao casal Chipenda num jantar em Joanesburgo. Kenneth Best falou muito bem dos Chipendas e ficou muito animado quando eu lhe disse que tinha laços familiares com o reverendo. Kenneth Best era um jornalista com uma vastíssima experiência na África anglófona, já que tinha trabalhado em vários países. E ficou particularmente triste quando começou a falar da Gâmbia, país de onde tinha sido expulso em 1994, quando Yahyah Jammeh assumiu o poder. Disse-me na altura que Yahya Jammeh iria acabar muito mal - tão mal como Samuel Doe da Libéria, que "reinou" entre 1980 a 1990.


Opinião

Agora que Angola se prepara para iniciar o seu 4.º ciclo político pós-11 de Novembro com a eleição, em Agosto próximo, de um novo Presidente - o segundo, em 41 anos de Independência, a ser sufragado democraticamente pelas urnas - seria bom que a inspiração não voltasse a galvanizar o país para plagiar novos maus exemplos de governação, que, no fundo, só cabem no seu próprio umbigo.



Opinião

Como se não existissem assuntos mais importantes para discutir no país, como por exemplo as estratégias para a tão propalada diversificação da economia, nos últimos dias a imprensa tem inundado os nossos ouvidos com transferências de militantes de uns partidos para outros. E como se já não bastasse essa história de militantes serem "caçumbulados" de um lado para o outro há ainda espaço de antena para longos desmentidos e contra desmentidos.


Opinião

Na reunião ordinária do Comité Central do MPLA, no dia 2 de Dezembro, no Futungo de Belas, foi apresentada e aprovada a resolução sobre a escolha, pelo "Bureau" Político, dos três militantes que encabeçariam a lista do Partido às próximas eleições gerais: João Lourenço, Bornito de Sousa e Fernando Dias dos Santos (Nandó), para Presidente da República, Vice-Presidente da República e Presidente da Assembleia Nacional, respectivamente.



Opinião

Há trinta e seis anos, seguir os tortuosos caminhos trilhados pela "Longa Marcha" por Mao Tsé Tung era o sonho de muitos zimbabweanos filiados na ZANU, que, de armas na mão, lutavam para desalojar de Salisbúria o regime de minoria branca de Ian Smith, instalado na antiga Rodésia do Sul.


Opinião

As eleições serão realizadas em Agosto deste ano e a "suspirada" transição política e geracional do partido maioritário não há hora de deslanchar. Pelo contrário, pairam cada vez mais no ar rumores de campanhas de apelo, vagas de fundo e grupos de influência em determinados comités provinciais que se predispõem a tentar convencer o presidente Eduardo dos Santos a recuar na sua decisão.




Opinião

De todos os desejos que temos em relação ao nosso país, acredito que um dos que mais consenso reúne é o desejo de vermos a redução dos níveis de desigualdade social e económica existentes na actualidade. Porque, com os actuais níveis de desigualdade, todos os outros desejos em matéria de desenvolvimento económico, político e social se tornam difíceis de alcançar.



Opinião

Na minha última crónica do ano passado, garantia, nesta coluna, que a sucessão presidencial não será um terramoto para Angola, nem os angolanos, por causa disso, ficarão tramados.


Opinião

A nossa vida de cidadãos angolanos está cheia de exemplos de serviços duplicados ou triplicados que o Estado presta ao cidadão, dos quais os exemplos mais flagrantes são a infinidade de cartões que um único cidadão possui: cartão de residência, cartão de contribuinte, bilhete de identidade, cartão de segurança social, cartão de eleitor, cartão de seguro e, nalguns casos, ainda temos de pedir certificados que atestem a nossa condição de utentes do cartão.


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