Para resolver este problema, o governo provincial do Kwanza-Sul criou uma comissão encarregue de proceder à identificação dos corpos carbonizados, soube o Novo Jornal.
Segundo as autoridades, a identificação rigorosa das vítimas deste acidente é necessária porque entre os passageiros havia cidadãos provenientes das províncias do Cunene, Huíla, Benguela e Kwanza-Sul.
Os corpos das 22 vítimas mortais, entre as quais algumas crianças, serão encaminhados para o Laboratório de Criminalística, na vizinha província de Benguela, onde decorrerá o processo de identificação.
Nos terminais da transportadora Macon, em Benguela e na Huíla, são várias as famílias que procuram informações sobre os seus familiares.
Entretanto, o Novo Jornal apurou que muitas famílias exigem que as autoridades divulguem, no Sumbe e em Luanda, a lista dos pacientes internados, para facilitar a localização dos seus familiares.
Dos 12 feridos do trágico acidente, quatro foram evacuados em estado crítico para o recém-inaugurado Hospital Geral dos Queimados Presidente Julius Nyerere, no Kilamba, em Luanda, onde continuam sob observação médica.
De acordo com a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, três dos quatro pacientes apresentam queimaduras graves, necessitando de cuidados intensivos e permanecendo sob avaliação clínica.
A governante explicou que as equipas médicas continuam a avaliar a extensão e a profundidade das queimaduras de cada paciente, com o objectivo de determinar o respectivo quadro clínico, adiantando que um deles inspira maiores cuidados.
Entretanto, o Novo Jornal soube que alguns pacientes internados no Hospital Geral do Sumbe deverão receber alta médica esta terça-feira, depois de a equipa médica ter verificado uma evolução clínica satisfatória.
Sobre este devastador acidente, o Presidente da República, João Lourenço, transmitiu, em seu nome e em nome do Executivo, sentimentos de pesar às famílias das vítimas mortais e expressou votos de rápida recuperação a todos os feridos deste acidente de viação.
