Segundo o Expansão, que avança a notícia na edição desta sexta-feira, 21, o objectivo desta fase é testar o sistema antes de o alargar a outros países da região.
O UniVisa foi concebido para permitir que turistas internacionais viajem entre os países participantes com um único visto e é apontado como instrumento para impulsionar o turismo, aprofundar a integração regional e atrair visitantes e investimento.
O projecto de acordo que cria o visto foi submetido ao processo jurídico da SADC e analisado pelos altos funcionários jurídicos e pelo Comité de Ministros da Justiça/Procuradores-Gerais em Junho.
O documento foi posteriormente aprovado pela 46ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo, realizada em Durban, na África do Sul, a 17 de Agosto, que apelou à sua assinatura pelos Estados-Membros.
A participação no piloto coloca Angola perante dois desafios. O primeiro é interno. O País liberalizou o regime de vistos turísticos em 2023, mas continua com constrangimentos de conectividade regional, custos de transporte elevados e capacidade limitada nas fronteiras terrestres para absorver fluxos turísticos. O segundo é estratégico. Como parte do KAZA - Área de Conservação Transfronteiriça Kavango-Zambeze -, Angola representa cerca de 17% do território do bloco e ocupa uma posição-chave nas nascentes do Okavango.
Apesar desse potencial, a sua componente turística permanece subaproveitada, enquanto destinos como o Botswana e a Zâmbia concentram o grosso da actividade. É aqui que entra o UniVisa, que pode servir de ponte para inverter o quadro.
Com esta decisão, e uma vez concluídos os processos de assinatura e implementação do acordo, um turista que entre na região por Joanesburgo ou Windhoek poderá, em princípio, circular por Angola e pelos restantes países abrangidos com um único visto.
Para o País, que procura reduzir a dependência do petróleo, é a oportunidade de dinamizar a actividade turística, transformando potencial em chegadas, estadias e receitas efectivas.
